Não é de hoje que vemos alguns integrantes da banda reclamarem do quão duro é estar em turnê com o Slipknot. Mas seria mesmo necessário expor para os fãs o quão cansativo é estar fazendo isso? Por um lado sim, as pessoas devem ter ao menos uma noção da dificuldade de fazer o que eles fazem, de passar o dia viajando num ônibus ou num avião, de conhecer milhares de pessoas, de ceder entrevistas, de comentar sobre os mesmos assuntos, de levar o corpo ao extremo quase todos os dias. Por outro lado, é uma coisa meio constrangedora e desnecessária, afinal, muitos de nós também temos jornadas puxadas de trabalho, parentes meus ou seus ocasionalmente têm trabalhos extremamente difíceis e arriscados, como alguém que faz a faxina do exterior de um prédio de negócios, faça chuva ou faça sol, lá está o trabalhador a dezenas de metros de altura numa plataforma instável.
Não é difícil encontrarmos em entrevistas declarações como, “Ninguém nunca saberá como é ser um membro do Slipknot. Isso é dor. E é por isso que somos a melhor banda do mundo.” Tenho lá meu orgulho por essa banda, minha gratidão, e o sentimento de que são sim uma banda diferenciada, mas às vezes sinto um egoísmo por parte de alguns integrantes, que devem achar que são as pessoas que mais sofrem no mundo apenas pra transmitir uma boa mensagem para as nações.
Mas como disse, também entendo o lado deles, pois se até mesmo eu já cansei de traduzir as mesmas coisas de novo e de novo, quiçá aquele que tem que ceder entrevistas quase que diariamente. Na última entrevista que vi, e que está em processo de legenda, Corey disse que a turnê está muito longa, e que não vê a hora de voltar logo pra casa e dormir em sua própria cama, mas disse que sim, está sendo ótimo fazer os shows também. Penso agora sobre a esperança dos brasileiros. Slipknot veio para o Brasil no final (finalziiinho) da turnê do Subliminal Verses, e isso me faz pensar o que ocasionou essa falta de prioridade para shows na América do Sul. Será que não compramos CDs o bastante? Será que somos “terceiro-mundo” demais? Será que as empresas daqui são muito burocráticas?
De 2008 pra cá, o Slipknot já rodou o mundo inteiro, tirando a África e a América do Sul, o que é de causar espanto, pois com certeza o Brasil é um dos países mais apaixonados pelo Slipknot, isso sem dúvida nenhuma. O nosso site é dedicado apenas ao idioma português, que é oficial em pouquíssimos países, e mesmo assim é tão visitado quanto os sites em inglês, que é o idioma dominante no mundo inteiro. Joey numa entrevista de 2008 citou Rio de Janeiro e São Paulo como um dos lugares mais insanos que eles se apresentaram, então… eles lembram de nós. O triste é ver novas datas de shows surgindo pela Europa, até para o mês de Julho já estão saindo datas, mas nada da América do Sul no cronograma. Sid disse para a Artisan News que eles vão tentar transmitir o novo material para o maior número de pessoas possível, Corey já está planejando fazer álbum do Stone Sour seguido de turnê e depois provavelmente entrará com seu álbum solo. A notícia positiva foi ver Corey e Sid comentando sobre um possível novo álbum daqui a uns 3 ou 4 anos.
Quero ainda assim negar o título do álbum e crer que toda a esperança ainda não se foi. Precisamos de uma boa mensagem no nosso país. Portanto, qualquer informação sobre uma turnê sul-americana do Slipknot, você verá imediatamente no slipknotbr. Este foi digamos que um desabafo meu (statement), algo que claro, gostaria de dividir com os visitantes do Blog.